segunda-feira, setembro 14, 2009

Ponyo e Up


Up é muito bom. Ponyo é altamente! Melhor ainda, quero eu dizer...

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quarta-feira, julho 22, 2009

Rain

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quinta-feira, maio 28, 2009

Zelig e Stardust Memories


O filme “Zelig” saiu em 1983 à praça pública e marcou uma nova fase na imagem de Woody Allen como realizador de cinema. Sendo o 2º filme a aparecer com Mia Farrow como protagonista e de “A Midnight Sex Comedy” – o 1º- ter recebido críticas algo mornas em 1982, “Zelig” significou um ponto de viragem na relação de Woody Allen com a crítica, europeia e então também americana. O último filme antes de Mia Farrow fôra “Stardust Memories”, de 1980, ora aclamado ora detestado, e parecia ter demonstrado alguma dificuldade do realizador e cómico em perceber para onde ir. “The Midnight’etc…" era diferente, sem dúvida, mas se calhar pouco mais.
Ora Zelig é na realidade o projecto de Allen para o ano 81, atrasando-se a sua saída a público pela dificuldade dos efeitos especiais utilizados – que demoraram dois anos a executar. “The Midnight’etc” e “Broadway Danny Rose”, nas salas em 84, foram filmados enquanto Allen editava “Zelig”. Portanto, “Zelig” é o 1º filme da era Mia Farrow.
E efectivamente as diferenças são muitas. “Stardust Memories” é um filme “europeu” na exacta medida em que citará abundantemente o “81/2” de Fellini e tem uma montagem, uma mistura de tempos e um expressionismo nada americano, ou se quisermos talvez sim mas anos setenta, lembrando que muito cinema americano dos anos sessenta e setenta foi beber ciência ao cinema europeu do pós-guerra. É um filme indeciso, flutuante na velocidade e nas mensagens e nas soluções. Allen critica a crítica e critica e critica, mas não sai ileso da peça, tanto que o beijo de saída é recebido com incredulidade por todos nós, incluindo a actriz, a francesa Marie Christine Barrault. Uns anos depois nem Allen nos voltaria a enganar, nem a enganar-se.
“Zelig” é um filme americano, ponto final. Conta uma história americana de um herói americano, Leonard Zelig, o homem-camaleão. É a mais bem embrulhada das fábulas, sem incertezas de ritmo nem de urdidura. Não há meandros nem deambulações. A piada está distribuída qb, e o anti-herói recebe o seu prémio no fim, a rapariga – que é Mia Farrow a jovem e brilhante psiquiatra – e o reconhecimento de uma nação, a americana. Lembremos a relação umbilical de Woody Allen com a psicanálise para pôr Mia no seu lugar, a mulher que vai descorticar o puzzle Woody Allen dos meandros e das interrogações existencialistas e relacionais prévias. Sabemos hoje que este idílio fílmico não durou tanto assim mas serviu por exemplo para noutra obra-prima deste “período americano” de Allen, “Broadway Danny Rose”, Mia Farrow ter um dos melhores papéis da sua vida. Voltando atrás, efectivamente Mia Farrow e Woody Allen foram um casal-maravilha dessa americana cidade de New York até 1992, ano de “Husbands and Wives”, e mais não digo.
Para terminar, acabo por preferir "Stardust Memories" a "Zelig", aquele mais imperfeito portanto mais humano, este se calhar apenas um brilhante statement à volta de uma nova relação, por mais bem disfarçada que a coisa esteja.
Ah, claro, e "Stardust Memories" tem Charlotte Rampling.

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sexta-feira, junho 13, 2008

Paradise Now 2005




Paradise Now, realizado por Hany Abu-Assad, é - só pode ser - uma fábula sobre o que é ser palestiniano. A história é simples, dois amigos palestinianos são introduzidos no filme para depois alguém os querer extrair da forma mais brutal, como bombistas suicidas, lembremos que a promessa é a chegada ao Paraíso, imediatamente – a questão das virgens não sendo demasiado ventilada. É e não é uma fábula porque não estamos habituados a ver os palestinianos como pessoas assim, capazes de namoro, capazes de indecisão, de arrependimento, de choro. Submetidos a rétoricas de branco-e-preto mas perfeitamente capazes de ver todos os matizes do cinzento, chocados embora com o festival de cores que é Israel, o Inimigo, nisso estamos todos de acordo. O filme começa aliás num checkpoint israelita, começa portanto a desenhar o quotidiano destas gentes, Nablus west bank - Gaza é bem pior ainda. No fim nem é um grande filme (mas é bom, bem feito, escorreito, bem desenhado), nem toda a gente morre, nem ficamos nada felizes. É porém dos filmes mais importantes para ver neste princípio de século, até para mostrar que tudo está igual e nada foi feito para que o cenário deste filme (filmed on location, of course) mudasse.

P.S.: a presença feminina no filme é de realçar, não se trata portanto de um filme apologista do Hamas, está garantido.

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La messa è finita 1985


Nanni Moretti não está contente com os tempos que correm. E isto já vem desde há muito tempo. Vejam o filme “La messa è finita”, de 1985. A história é a de um padre – Nanni Moretti – que decide voltar à cidade depois de anos numa paróquia isolada. Encontra tudo mudado, tudo. Os amigos, os pais, a irmã. As 1ªs tangerinas que a mãe lhe trazia já não existem “Que recordações podem ter estas crianças, agora têm toda a fruta todo o ano!” A esquerda também, cada um seguiu um próprio caminho pessoal, regressivo, progressivo ou de anulação. E no fim é declarado oficialmente o fim da missa, e mais não digo, não uma solução possível mas a declaração da sua
impossibilidade, como quem declarasse “o fim da História”, enquanto os casais dançam celebrando sabe-se lá bem o quê e don Giulio decide sair/fugir/escapar para um território realmente longínquo, realmente difícil, realmente duro (ou será a busca de um novo mito?) onde se precisa não de um padre mas sim "de um amigo".

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segunda-feira, abril 21, 2008

Stitch


"Lilo and Stitch: Stitch has Lilo read "The Ugly Duckling" to him because he sees a little duck all alone in the picture and he relates to him and wants to know what that story is. The page that Stitch is pointing to for Lilo to read is the ugly duckling standing all alone in the woods saying "I'm lost". Later in the story the swan family finds the ugly duckling and they are all one big happy family.Later that night after the story reading, Stitch takes the book and goes out into the woods with it by himself. He stands alone in the woods and he says, "I'm lost" and then he waits...waits for his family to come and find him."

In real life they never come.

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quinta-feira, abril 10, 2008

Kaagaz Ke Phool


Ou o filme em VHS sem imagem ilustrativa no post "6 VHS 6" (Flores de Papel por Guru Dutt, 1959). Eis!

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segunda-feira, abril 07, 2008

6 VHS 6


Eis que falo de seis filmes seis que eu decidi escolher de entre o muito VHS gravado que tenho – arruinado e ilegível – para adquirir em DVD. Já mal me lembro deles. Tenho imensas saudades deles.

1. E do primeiro falo citando – White Dog de Samuel Fuller (1982): “The film is based on a true story. While she was living in Hollywood with her husband, writer Romain Gary, actress Jean Seberg brought home a large white dog she had found on the street that seemed friendly and playful. However, when the animal saw her black gardener it attacked him viciously, injuring him. Afterwards they kept it in the back yard, but one day it got out and attacked another black man on the street but no one else. After this happened a third time they realized that someone had trained the dog to attack and injure only black people. Gary wrote a story about it, and eventually Samuel Fuller read it and made it into this movie.” Lembro-me do cão e lembro-me de ser um filme muito desagradável - como o cão.

2. Kes de Ken Loach é a história de um rapazinho num subúrbio londrino que se torna no mais improvável dos falcoeiros. E um filme de 1969, tempos onde todas as denúncias ainda tinham sentido, e o realismo de Ken Loach ganha aqui contornos de fábula. “Ranked seventh in the BFI 100's recent selection of the favourite British films of the 20th century, Kes remains Ken Loach's masterpiece.
While the director has reached similar aesthetic heights in subsequent years, the film remains a template for Loach's abiding concerns: the struggle of the British working class to achieve life's basic needs, dramatised through the plight of an individual character; the significant impact of public institutions upon personal lives; sensitive performances with an ear for regional dialects; and an unobtrusive yet evocative visual style that illuminates character and place in a naturalistic fashion” Lembro-me do rapaz, e dos verdes baldios inóspitos onde rapaz e pássaro tentavam sobreviver, um com o outro. E lembro-me da sua voz nervosa a chamar o bicho: “Kes!”

3. Flores de Papel (Kaagaz Ke Phool) é um filme de um realizador indiano hoje mítico, Guru Dutt. “His death was an irreplaceable loss to Indian cinema. And it was a tragic twist of fate that his films, most of which were discounted in his lifetime, would be regarded as cult classics after his death. Guru Dutt would always be known, even if posthumously, as the Guru of Bollywood's Golden Age and one of the world's most important international auteurs....” É um melodrama musical de mais de duas horas de duração e dele lembro-me de algumas canções e danças e de mais alguns fotogramas, num preto-e-branco glorioso. Realizado em 1959 foi um flop comercial.

4. Outro black-and-white é o 2º de Jim Jarmusch, Down By Law. “Described by the filmmaker as a "neo-beat-noir-comedy", it features musicians John Lurie and Tom Waits and famous Italian comic actor Roberto Benigni, as three men who escape together from a Louisiana prison and get lost in the surrounding, dense swamplands”. E lembro dos três estarolas em acção, Tom Waits, Roberto Benigni e John Lurie, sendo a banda sonora deste – Lounge Lizards e muito boa. Menosprezado pela sombra que o filme de estreia deste wunderkind projectava, é sobretudo bem feito e divertidíssimo.

5. Never Cry Wolf de Carroll Ballard é uma produção Disney sobre um biólogo que é deixado no meio da tundra sózinho para estudar os lobos. É um filme Disney, talvez o melhor já feito por eles, porque subtil: os valores estão lá todos, mas desta vez muito bem embrulhados. “When one experience solitude and wilderness as Tyler does, the first thing you notice is the silence that surrounds you. The only noises that can be heard are the ones you make, and simple actions like scratching your hand, striking a match, or the rustle of your nylon parka as you simply move all become a symphony of noises you never noticed before.
The director, Carroll Ballard, takes great pains to illustrate this in the beginning of the movie( knowing all the while most viewers will miss these subtleties) as Tyler is left on the a frozen lake with all his gear strewn about. Rosie guns the engine to his plane for the third time and finally gets to takes off. The sound of that single engine plane is deafening and overpowers everything within 25 miles, but the silence Tyler is left with as the last throb of the plane's engine disappears in the distance is even more so. All of Tyler's actions at this point center around the noise they make. Notice this when you watch.” Lembro-me de algumas cenas patetas, deliciosas, do biólogo, não propriamente um perito em sobrevivência no Ártico. E lembro-me dos lobos.

6. Thérèse de Alain Cavalier (1986) foi um sucesso de estima cá e uma consagração premiada em França. Depois não se ouviu falar mais falar deste realizador, que se terá virado mais para o documentário.
A história de Sainte Thérèse de Lisieux, "criança" carmelita que morreu de tuberculose é apresentada neste filme com os sons, as cores, os enquadramentos e as (poucas) palavras perfeitas. Um filme-poema que beatifica a hemoptise. "Cavalier’s Thérèse is in many ways a typical teenager, vivacious, giggly, unaffected. Like all the Carmelites, she views her relationship with Jesus in terms of romantic love — but for her this love is as real and thrilling as human love to her secular peers. "I’m in love with Jesus — he’s courting me, what can I do?""

Citações dos sites Senses of Cinema, Decent Films, IDMB e Amazon.

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segunda-feira, dezembro 31, 2007

Bee Movie 2007


“Bee Movie is never an unpleasant experience, but it's never a particularly engaging or funny film either.”
Existirá uma rivalidade entre a Dreamworks e a Pixar, existirá. A Pixar é a casa do Nemo. A Dreamworks tem o Shrek. A Pixar é a Disney dos nossos tempos, aprox. A Dreamworks pensa que o mundo é New York, deus Elvis Presley e a natureza Central Park.
Senão vejamos “The Bee Movie”. Claro que perdida a voz de Seinfeld para o Markl, muito estará perdido, mas mesmo assim... onde se situa a colmeia deste filme? Em Central Park. Que flores murcham a meio do filme? As de Central Park, tidas pelo filme praticamente como “as flores do mundo inteiro”. Onde mora a improvável namorada humana de Seinfeld a abelha? Num loft virado para... Central Park. O avião que é pilotado... pelas abelhas vai aterrar, julgo, no JFK... etc.
Já no “Madagáscar” os animais eram do Zoo de Central Park, NYC... enquanto “Pular a Cerca” cruza o continente para dialogar com um típico subúrbio californiano.
A Dreamworks desenhou um achado – “Shrek” – e depois voltou a acertar bastante em “Pular a Cerca”. O “Bee Movie” parece-me um filme bastante preguiçoso. Algumas coisas ditas pelo Seinfeld se calhar serão mais credíveis, sei lá...
E eu sei que New York City ainda é o umbigo do mundo, mas daí a reduzir o mundo ao umbigo...

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domingo, dezembro 02, 2007

Falling Down / Dia de Raiva 1993


O filme foi titulado em português “Dia de Raiva”, sendo o original “Falling Down”. E será o melhor filme desse esquisito realizador chamado Joel Schumacher. De 1993, a história é a de um “white-collar” de LA que, num dia de calor e entupido no trânsito, “just snaps!”, perde a cabeça, etc. Que já a teria perdida, aprenderemos depois, cabeça a nossa que existe enquanto presa a coisas, Bill (Michael Douglas) já tinha perdido mulher, filha e emprego. O que estava ele a fazer ali? Os obstáculos no seu caminho: ele quer ir para casa, uma casa que ele já não tem realmente (há uma ordem judicial de não aproximação da esposa, aparentemente por violência psicoligica, digamos...). Os obstáculos? Um lojista coreano que fala mal inglês; dois latinos que o querem fazer pagar portagem; um gerente de um fastfood que já não serve pequenos-almoços às 11h33m; um vendedor de armas nazi; dois velhotes a jogar golfe. A ex-esposa é Barbara Hershey, papel demasiado pequeno para esta moça, mas quem emparelharia M Douglas com Hershey, mesmo na vida real? O filme apresenta uma situação “as real as it gets”, vai acrescentando dados, não explicações ou soluções. A nossa simpatia por Bill fica sempre temporizada pelo facto de não “dominarmos” bem a sua situação familiar, onde o seu cadastro não parece estar nada limpo, bem como as suas crenças e soluções para a sociedade que ele decide atravessar em linha recta em direcção a uma casa cujo acercamento lhe está proibido por lei. A visita à casa da mãe não ajuda. E o contraponto? Robert Duvall é um polícia que se vai reformar.
A sua noção do dever é quase paralela à de Bill. mas com aquela distância crítica suficiente para saber "que eles mentem todos." Bill não sabia. O nosso detective consegue assim sobreviver a todas as contrariedades de uma vida, o ter efectivamente perdido a filha e, de alguma forma, a mulher, pois mesmo no último dia de trabalho, trabalha. A tal reforma a que Bill não conseguiu chegar. E só ele se apercebe da trajectória que 1 pessoa sózinha empreende literalmente através de Downtown LA. Algumas críticas detestam este personagem, mas temos que agradecer ao argumentista que ele exista senão, como não ponderar pegar no taco de basebol? Dois grandes actores, Michael Douglas, Robert Duvall, uma surpreendente boa realização e um bom argumento. No fim Bill morre. Pensem: havia alternativa? Food for thought.

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quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Oscar - Forest Whitaker


O que mais me impressionou retrospectivamente nos Óscares foi a defesa feita por Forest Whitaker – meu irmão – do (seu) American Dream...
No que diz respeito à excelência deste actor, nada que já não soubéssemos.
E passo a citar: "(...) When I was a kid, the only way that I saw movies was from the backseat of my family's car. At the drive-in. And, it wasn't my reality to think I would be acting in movies, so receiving this honor tonight tells me that it's possible. It is possible for a kid from east Texas, raised in South Central L.A. in Carson, who believes in his dreams, commits himself to them with his heart, to touch them, and to have them happen. Because when I first started acting, it was because of my desire to connect to everyone. To that thing inside each of us. That light that I believe exists in all of us. Because acting for me is about believing in that connection and it's a connection so strong, it's a connection so deep, that we feel it. And through our combined belief, we can create a new reality. (...)"

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sábado, dezembro 02, 2006

1993



Gary Oldman enquanto... Dracula Coppola- style

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quarta-feira, outubro 11, 2006

Volver



Mais um filme bem agradável de Pedro Almodovar. Não é genial mas escorre muito bem e com o acréscimo de nos sentirmos em território familiar.
Como mais valia o reencontro com Carmen Maura.
Como dúvida residual o eu não saber se gostei assim muito de Penelope Cruz neste papel de Raimunda, parece que não tanto a fazer de Ana Magnani mas sim de Sofia Loren. Esquecendo o playback, sofrível, ela não fala, age, mexe, sempre da mesma maneira?
Outra coisa: neste filme é/não é como que uma fatalidade que os pais abusem sempre das filhas? Dúvidas, dúvidas...
Só estou a expôr algumas das razões porque irei - um dia - querer rever este filme, para tirar estas dúvidas que me ficam...

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domingo, outubro 08, 2006

Forest Whitaker


Um enorme actor, daqueles que apetece abraçar. Bird, Smoke, Panic Room, Diary of a Hitman.

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domingo, setembro 10, 2006

Baise-Moi (fucker...)


Alguem já viu este filme realizado por duas tipas francesas, uma delas Virginie Despentes, uma enfant térrible da escrita? Cuidadinho com as moças...
Ah!, esclareço: eu não vi, mas fiquei curioso.

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quarta-feira, agosto 30, 2006

Twilight (aka The Magic Hour) filme de 1998 by Robert Benton


"[Harry turns away when he sees Catherine swimming nude.]
Catherine Ames: Honestly, Harry. Did you see me in "The Last Rebel"?
Harry Ames: Yeah.
Catherine Ames: And you saw me in "The End of Desire"?
Harry Ames: Yeah.
Catherine Ames: Then I think you've seen everything there is of me to see.
Harry Ames: I also remember a movie your husband made. He shot 12 guys with a 6-shot revolver. I ain't gonna argue with that kind of marksmanship."

Robert Benton foi o argumentista de Bonnie & Clyde, o filme que ofereceu Faie Dunaway e o realizador Arthur Penn à história do cinema. Depois fez um interessante 1º filme em 1977, The Late Show, sobre um detective não muito novo. Foi o seu melhor filme até hoje, talvez, mas de vez em quando R Benton ainda nos oferece food for thought.
Este filme, Twilight, passa-se em LA. E nota-se. No filme participam Paul Newman, Gene Hackman, Susan Sarandon, James Garner, Stockard Channing. É difícil escolher um cast mais rico. E disso vive o filme, com uma história de amores, dívidas morais e chantagens que nem sempre arranca para um ritmo adequado.
Lento, enrolado, confuso, R Benton já escreveu e dirigiu melhores argumentos. Apesar do diálogo acima.Mas não interessa: ali está Paul Newman. Eu sei que não vou conseguir envelhecer como ele. Mas tenho pena. O filme é dele, o ex-polícia ex-detective Harry Jones.. E das suas relações com os outros actores todos. S Sarandon/Catherine, o amor distante; G Hackman/Jack, o amigo-patrão-marido da que se quer; J Garner, um igual em espelho, outro underdog elegantemente desenhado; e por aí adiante. Todos os personagens ganham vida com ou contra P Newman/Harry. He is not pale but a tanned rider, e leva o seu desiderato moral até ao fim, sabendo-se conduzido a fazer coisas de que talvez não goste. Sobre os dois velhos mais admiráveis de Hollywood, Eastwood e Newman, podeiria escrever e escrever. No fim Newman doesn't get the girl but at least gets one... assim é que é, cowboy!
Enfim é um filme de e para LA, de e para Hollywood, Santa Monica, Malibu, Beverly Hills, todos esses sítios. E não é um bom filme. Não interessa: os actores são óptimos.

"Jack Ames: Fuck you.
Harry Ross: Just me? Not the horse I rode in on?
Jack Ames: Him too."

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domingo, agosto 06, 2006

The Year of Living Dangerously





Esquecido está hoje o realizador Peter Weir, e talvez com alguma razão, bons filmes fez mas génio não seria, o que fazer porém com o raciocínio "poesia menor é precisa"...
Peter Weir é um "poeta menor", mas pertencem-lhe dois filme que "eu trago comigo": "Witness", com Harrison Ford e Kelly McGillis e este, de 1982, com Mel Gibson e Sigourney Weaver.
Mel Gibson tinha aqui 26 anos, e era tão novo e inexperiente fora do écran como aparentava dentro, a fazer de jornalista Guy Hamilton, perdido em Jakarta, 1965. Sigourney está sublime. Linda Hunt faz as despesas políticas do filme, sempre um filme delicado, como toda a obra de Peter Weir.
Mas o que importa é que aqui - só aqui - gostei deste rude e simpático australiano, hoje cómico personagem parado há dias pela polícia por embriaguez e anti-semitismo.
Neste filme, "não saber" era o truque, era sexy, e Mel exibiu a sua ignorância durante as duas horas, ganhando Sigourney pelo meio.
E eu que "não sei nada" e nunca ganho nada...
PS.: embora a OST seja de Maurice Jarre, creio que o catchy-tune principal é de Vangelis...
PS2.: o título do filme é em si um convite...

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sexta-feira, junho 09, 2006

Pedro Costa, realizador de cinema

A portuguese desperado.

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segunda-feira, junho 05, 2006

The boyish look

... has always been a killer.

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quinta-feira, maio 25, 2006

Sen to Chihiro no Kamikakushi


"A Viagem de Chihiro" é um filme de animação japonês para crianças datado de 2001. Pertence aos estúdios Ghibli e o seu realizador chama-se Hayao Miyazaki.
No Japão as suas receitas de bilheteira ultrapassaram o "Titanic". Pelo contrário, no Ocidente este filme acumulou prémios em festivais e elogios da crítica. Os filmes da Ghibli são distribuidos overseas pela Disney...
Efectivamente é uma obra-prima, um filme sem defeitos. Fora do Japão possivelmente já ninguém desenha filmes assim, nem a Disney, depois de "Bambi".
Por outro lado, o facto de o filme ser visualmente luxuriante não impede que tenha uma história viva, bem corrida, e cativante do princípio ao fim. É uma fábula mágica bem à japonesa, com moral e tudo, cheia de peripécias e provações para a pequena Chihiro, cujo trunfo para vencer (e sobreviver) é a persistência e o amor. Como aqueles velhos contos nossos, tem também situações assustadoras, monstros quanto baste, e gente maldosa com vastos poderes. O bem ganha no fim, mas foi por pouco...
Hayao Miyazaki fez antes televisão, e filmes menos importantes. Começou a ser conhecido no Ocidente com a "Princesa Mononoke", e mais recentemente apareceu com "O Castelo Andante". Se rival tem, será japonês e não o conheço. Não há animação computorizada que se lhe compare.
Este filme é duas horas de pura poesia visual.

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