DêDêTê (desconfia dele também...)
um blog discreto e inofensivo, que aspira suavemente pela primavera enquanto estes dias são do mais puro inverno
domingo, agosto 10, 2008
terça-feira, julho 22, 2008
O pintor Abel Salazar
Estes dois quadros pertencem à exposição permanente da Casa-Museu Abel Salazar,
sendo que o primeiro foi - e bem - emprestado para figurar em lugar de honra na exposição "Abel Salazar - Desenhador Compulsivo" de que já falámos. Se o quadro "A Feira do Adro" (1937) é uma exposição clara não só dos seus conhecidos castanhos mas também de uma enorme capacidade de composição espacial e de equilíbrio composicional, fazendo dele um quadro quase "italiano", já o

"Ao Sol" (1922) trabalha muito bem os brancos, tonalidades menos frequentes na paleta do pintor, e lembra por ex. Sorolla.
Abel Salazar foi um Grande Homem, e a sua biografia devia ser distribuida à porta das escolas...
Etiquetas: pintura
segunda-feira, maio 26, 2008
Number One (to be the)

Paul Klee aliava um grande sentido de humor à sua versão de um certo sub-surrealismo. Podemos portanto jocosamente dedicar a pintura ao lado, do acervo do Guggenheim de NY, a todos aqueles que querem chegar (e estar) primeiro…
Runner at the Goal, 1921.
Etiquetas: pintura
domingo, maio 11, 2008
quinta-feira, maio 08, 2008
segunda-feira, abril 21, 2008
quarta-feira, abril 16, 2008
quinta-feira, abril 10, 2008
quarta-feira, abril 09, 2008
segunda-feira, abril 07, 2008
terça-feira, janeiro 15, 2008
Hockney, Paris
Place Furstenberg, Paris, August 7,8,9, 1985 #1
1985
Photographic collage
Etiquetas: pintura
quarta-feira, julho 04, 2007
Pope Innocent

O título, em inglês, deste quadro de Francis Bacon, é em si mesmo uma reflexão.
Perante a nossa absoluta impossibilidade em acreditar na inocência deste augusto personagem - nós, a História, e todo o séc. XVII - parece este quadro oferecer-nos a hipótese de, num pequeno episódio, num recanto momentâneo do fluir deste dono das almas, não ter havido culpa, e o gesto pensativo ser um reflectir de antecipação, o saber de um julgamento que a História, e o Pintor, fará muito depois.
Não estamos a falar da extorsão de bens, das guerras continuadas, do esbanjar de bens em obras de terrena glória, culpas conhecidas, não. Pensamos sim num pequeno detalhe, num gemer aqui ou ali de que Inocêncio X não tenha sido culpado.
O Mal Absoluto não existe, afirma-se. Agora eu tenho as minhas dúvidas. E posso portanto "discordar" deste quadro.













