quarta-feira, abril 16, 2008

Condomínio Efanor


A imagem que anexo serve para descansar os circulantes sobre o facto de as imagens do Condomínio Fechado Efanor da Sonae que aprecem no site abrangerem abusivamente as Sete Bicas, o novo polo de Serralves e sua envolvente, enfim...
Com se pode adivinhar na planta exibida pelo industrioso Eng. Belmiro de Azevedo, a faixa de exclusão que aparece a sul do empreendimento é o parque das Sete Bicas e o polo de Serralves e sua envolvente ajardinada, que avança até à Avenida Fabril do Norte. Esperemos que a cereja do bolo seja o arranjo que a Câmara de Matosinhos a médio prazo consiga dar ao terreno que fica entre a matriz da Senhora da Hora (lindíssima igreja) e a mesma avenida, até agora espaço para circos, estacionamento e barracas de feira/festa, quando acontece a mesma, por ex. nestes dias, de forma a se obter uma continuidade com o parque do Carriçal e a piscina municipal...

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domingo, abril 06, 2008

Ofir e suas torres


Há que anos não passeava pela areia de Ofir! Eis o que fiz hoje, logo após um tratamento dentário (Dra Sara Rodrigues, CV de Esposende - recomenda-se!).
E comentam que querem deitar abaixo as torres de Ofir. E, claro, com o meu dinheiro! Que não deviam ter sido construídas, ok, que ficam em cima de duna, certo. Mas também vão destruir as moradias que mais a norte estão sobre dunas, com porta directa do jardim para a praia? Ou aí se calhar o dono é gente mais influente e, afinal, é só uma moradia construida directamente na duna e com acesso a praia por portinhola especial...
Pensar, professor, pensar...
Por outro lado fiz a estrada "florestal" até a Apúlia. O pobre do pinhal de Ofir está completamente retalhado pelos privados - uma que outra vivenda é Souto Moura, não é? - ficando aqui e ali línguas de protecção desgarradas. Que pena!

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segunda-feira, maio 01, 2006

E hoje...


Portanto, nesta imagem é séc. XIX a cúpula arredondada, os dois torreões à esquerda e tudo que fica para a esquerda destes, bem como o vazio que separa os mesmos torreões do corpo da igreja, parede poente do coro alto, onde se localizava o tal acrescento maneirista com a Sala dos Reis...

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Os Jerónimos "verdadeiros"


Não são muitas as pessoas a saber que o mosteiro dos Jerónimos que hoje se aprecia a olhar para o Tejo em frente à praça do Império é tanto uma obra do séc. XVI como do séc. XIX.
Sempre que me desloco a Lisboa, eg. a congresso, como aconteceu neste fim-de-semana, os Jerónimos são excursão obrigatória. E que nunca é completamente agraciada com o desejado - disfrutar da igreja e do claustro com o menor nº de pessoas possível.
Efectivamente o "único" dos Jerónimos pode-se decompor em 4 coisas, 4 poemas em pedra, sendo 2 deles maravilhas da arquitectura portuguesa e europeia e poemas do desenho e do espaço, onde os elementos se transformam e a obra feita é perfeita. Falo dos dois portais, sul e poente, e da igreja-salão e do claustro.
Porém, a maior parte dos portugueses tem dos Jerónimos a ideia cenográfica daquela uniforme e harmónica extensão de pedra clara, mais de trezentos metros, a prolongar a igreja onde sobressai o portal sul os corpos maciços e discretos das capelas laterais, os dois torreões de transição a rematar a boca da igreja, e a cúpula arredondada a fechar a torre sineira. Toda a extensão para poente, espaço para dois museus, foi completamente refeita no séc. XIX. Já existia antes, e seria assim comprida, mas possivelmente com uma traça algo mais humilde. Os dois torreões de transição não existiam, a torre sineira era rematada por um telhado piramidal, bem menos artístico do que o actual.
Por outro lado, o vão que se sobrepõe à cobertura de transição da porta poente - a porta principal - foi criado no séc. XIX, ao dar ao coro alto uma luz que ele perdera no final já do séc. XVI: sobre esse vão ficava um acrescento maneirista onde estava uma grande Sala dos Reis. No séc. XIX este grande acrescento maneirista, similar em estilo ao altar-mor, foi derrubado, ao se decidir que os Jerónimos deveriam ter uma unidade de estilo "original". Considerou-se no séc. XIX, dentro dos gostos revivalistas e do nacionalismo da época, que os Jerónimos eram uma obra inacabada, e que precisava de um acabamento digno e "heróico".
É impossível retrospectivamente ajuizar do bom ou do mau que se fez. Criou-se portanto um "monumento sobre o monumento", de que talvez a expressão mais feliz seja a cúpula arredondada, que porém qualquer leigo em arquitectura compreenderá ser um pastiche, e a expressão mais desastrada os torreões esguios por ali semeados e a destruição da Sala dos Reis, marca que seria do compósito da arquitectura ali feita em menos de um século, e que se destruiu porque cenograficamente não resultava "bonito"...
Claro que com os Jerónimos verdadeiros a praça do Império seria menos Império... mas as 4 jóias da coroa que eu referi marcariam na mesma a sua presença, e a verdadeira praça estaria nas nossas costas, a saber - o rio Tejo, o mar Oceano...
Como curiosidade veja-se também como estava o claustro antes da sua recuperação...
Os Jerónimos, foram ocupados literalmente pelos franceses de Junot no início do séc. XIX - que saquearam o que puderam. Depois foram hospital militar dos ingleses, que destruiram bastante da coisa. Em 1833 as ordens religiosas foram extinguidas e o edifício ficou ao abandono. Anos depois abrigou - em muito más condições - a Casa Pia de Lisboa, até que nos anos 60 do séc. XIX começou a ser encarada a sua recuperação como uma causa nacional, e que só terminou no início do séc. XX...

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quarta-feira, março 15, 2006

Igreja (sinagoga) de Santa Maria La Blanca




Em Toledo terá florescido nos séculos XII-XIII um dos interfaces civilizacionais mais brilhantes de toda a história da Humanidade, julgo. Cristãos, judeus e muçulmanos conviveram durante algum tempo em mais ou menos sã harmonia. O testemunho mais cristalinos desses é a Igreja de Santa Maria la Blanca, ou Sinagoga Congregacional de Toledo, erigida por artistas moçarabes sob a égide do ministro das finanças do rei de Leão e Castela, obviamente um judeu.

Claro que é difícil apercebermo-nos do que é ou foi esta sinagoga no meio dos muitos visitantes que a procuram.
Parece que a história não acabou em bem, e San Vicente Ferrer tomou de assalto esta sinagoga e deu-lhe o nome que hoje tem...

Blanca porquê? As fotografias explicam. Arquitectura muçulmana feita para judeus em terra de cristãos. 800 anos e ainda não aprendemos...

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Catedral de Granada



Menos referenciada para os estrangeiros como um dos imperdíveis de Granada, a sua catedral tem para mim um dos interiores de igreja mais bonitos que eu já vi. Outros? Santa Maria la Blanca em Toledo, Mesquita de Cordoba, Jerónimos?

Aqui, o edifício levantou-se sobre a antiga mesquita árabe no século XVI, obra de Diego de Siloe, e é considerado uma obra-prima do Renascimento espanhol. O portal é do sec. XVI e de Alonso Cano, e já barroco.

Andar em silêncio por entre as majestosas colunas imaculadas das cinco naves desta igreja, quase uma igreja-salão mas sem o ser, é para não querer sair. Colunas fortes, verticais, de curavas decididas mas não em agressão. A palavra "renascimento", isto é ordem, composição, equilíbrio.

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terça-feira, março 07, 2006

Edifício Transparente - correcção........


Caro amigo: obrigado por corrigir a minha ignorância/desleixo, o Edifício Transparente é do Arq. Manuel Solá-Morales e não do Arq. Santiago Calatrava. Isso não faz do edifício em questão a obra-prima que eu não defendia que fosse nem o transforma numa nulidade que acho eu não é, embora o Solá-Morales, pelo que pesquizei não seja um "consensual" como é o Calatrava.
Descobri sim que também é ao Solá-Morales que se deve a obra de urbanismo mais arejada que o Porto já teve nos últimos 10 anos, e que é o rearranjo do Catelo do Queijo, estacionamento incluido.

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segunda-feira, março 06, 2006

Em defesa do Edifício Transparente


Bom, e aqui venho eu depor o caso de um edifício dito o “Edifício Transparente”, obra de um dos arquitectos europeus de maior renome, Santiago Calatrava (o da lindíssima Estação do Oriente, por ex.). Trata-se de um edifício que pretende criar uma zona de ócio e de prazer/lazer no interface Porto/Matosinhos, na boca do Parque da Cidade. Aproveito já para dizer que o Arq. Sidónio Pardal não tinha razão ao querer uma frente urbana a poente do Parque. Já todos percebemos isso. Já percebemos o prazer lúdico que é de Matosinhos poder entrar pela costa directamente no Parque e dele sair e poder seguir para sul em direcção à Foz. Hoje pode-se pedalar em bicicleta até à Alfândega. E o equipamento de intermezzo, seria o Edifício Transparente. Feito. Que se conservado não fôr tornará o dinheiro até agora gasto uma completa inutilidade. E, sabem, até acho o edifício bonito. O espaço criado à volta interessante. Só não sei o que querem fazer lá do velho colégio cujo esqueleto não se atrevem a acabar de demolir. Uma sugestão: perguntem ao Arq. Santiago Calatrava.

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quarta-feira, fevereiro 22, 2006

João de Castilho, Igreja da Conceição, Tomar, 1530


Cem anos depois, chega o Renascimento a Portugal. Já agora corrijo post prévio, Juan de Castillo era sim espanhol mas com este nome, e era natural de Castillo, Cantabria. Veio trabalhar para Portugal, Braga, já arquitecto feito, e nunca mais voltou a Espanha. Pertence-lhe obra nos Jerónimos, em Tomar e a varanda renascença das Capelas Imperfeitas. Vinha do plateresco espanhol, fez seu o manuelino português, e evoluiu para o renascimento. Um génio da arquitectura.

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Brunelleschi, Ospedali degli Inocenti, Firenze, 1424-1445


O início da Renascença.

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