quarta-feira, setembro 16, 2009

Segunda Tentativa

Junior Boys em 2006, 2º álbum, So This Is Goodbye. Soam muito a OMD, claro!



Também!

10 FM.mp3

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Primeira tentativa

Scritti Politti em 2006 no álbum White Bread, Black Beer. Green Gartside aos 50 anos a cantar (ainda) como um adolescente.




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quarta-feira, setembro 02, 2009

Diariamente

Para calar a boca: rícino
Pra lavar a roupa: omo
Para viagem longa: jato
Para difíceis contas: calculadora

Para o pneu na lona: jacaré
Para a pantalona: nesga
Para pular a onda: litoral
Para lápis ter ponta: apontador

Para o Pará e o Amazonas: látex
Para parar na Pamplona: Assis
Para trazer à tona: homem-rã
Para a melhor azeitona: Ibéria

Para o presente da noiva: marzipã
Para Adidas, o Conga: nacional
Para o outono, a folha: exclusão
Para embaixo da sombra: guarda-sol

Para todas as coisas: dicionário
Para que fiquem prontas: paciência
Para dormir a fronha: madrigal
Para brincar na gangorra: dois

Para fazer uma touca: bobs
Para beber uma coca: drops
Para ferver uma sopa: graus
Para a luz lá na roça: duzentos e vinte volts

Para vigias em ronda: café
Para limpar a lousa: apagador
Para o beijo da moça: paladar
Para uma voz muito rouca: hortelã

Para a cor roxa: ataúde
Para a galocha: Verlon
Para ser "mother": melancia
Para abrir a rosa: temporada

Para aumentar a vitrola: sábado
Para a cama de mola: hóspede
Para trancar bem a porta: cadeado
Para que serve a calota: Volkswagen

Para quem não acorda: balde
Para a letra torta: pauta
Para parecer mais nova: Avon
Para os dias de prova: amnésia

Para estourar pipoca: barulho
Para quem se afoga: isopor
Para levar na escola: condução
Para os dias de folga: namorado

Para o automóvel que capota: guincho
Para fechar uma aposta: paraninfo
Para quem se comporta: brinde
Para a mulher que aborta: repouso

Para saber a resposta: vide-o-verso
Para escolher a compota: Jundiaí
Para a menina que engorda: hipofagin
Para a comida das orcas: krill

Para o telefone que toca
Para a água lá na poça
Para a mesa que vai ser posta
Para você, o que você gosta:
Diariamente.




música e letra de Nando Reis no álbum "Mais" de Marisa Monte, 1991.
(um doce de letra, verso-a-verso!)

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quinta-feira, maio 28, 2009

Fado Penélope

"Sagrado é este fado que te canto
Do fundo da minh´alma tecedeira
Da noite do meu tempo me levanto
E nasço feito dia à tua beira

Passei por tantas portas já fechadas
Com a dor de me perder pelo caminho
A solidão germina nas mãos dadas
Que dão a liberdade ao passarinho

E enquanto o meu amor anda em viagem
Fazendo a guerra santa ao desespero
Eu encho o meu vazio de coragem
Fazendo e desfazendo o que não quero

A fome de estar vivo é tão intensa
Paixão que se alimenta do perigo
De o chão em que se inscreve a minha crença
Só ter por garantia ser antigo"

(Manuela de Freitas / José Mário Branco)

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sexta-feira, fevereiro 27, 2009

2008 Eine Kleine Nacht Musik


Este discreto disco confunde. O título vai logo até Mozart e a sua conhecidíssima serenata. Mas Henry Smithson não é austríaco mas sim inglês, e as suas referências não são Kruder & Dorfmeister mas sim o krautrock alemão. Estamos portanto perante um som londrino que bebe no rock espacial germânico de há mais de 30 anos e que aproveita para assim explicar o quanto este som pagou aos anos 80 e 90, vidé Depeche Mode, o som Ibiza, etc., etc. Delicioso até porque... catchy!

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segunda-feira, fevereiro 23, 2009

2008 Fantasy Black Channel


Quarteto de Castle Donington, England... or LCDSoundSystem with speed? O que é certo é que estes Late Of The Pier (que raio de nome!) para mim - e isto é sempre ir à pesca das referências - andam a circular entre David Bowie (de Diamong Dogs) até David Byrne (dos 1ºs THeads...), com algumas actualizações, upgrades, etc. Aqui vale quase tudo, desde que seja para curtir. As guitarras iniciais são uma declaração de princípios e o resto é sempre a abrir. Ouve-se bastante bem, para mim até melhor do que os LCD SoundSystem...

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sexta-feira, fevereiro 13, 2009

2008 In Ghost Colours



São australianos e ganharam em 2008 o concurso do melhor e mais original revival dos anos 80 e no entanto perfeitamente dançável a la séc. XXI. E o que ouvimos aqui? New Order - derivação Electronic, OMD (vocalizações) e New Musik (vidé 1ºs acordes da 1ª canção), tudo isto e mais algumas coisas num disco que mantém o nível ao longo da quase hora de duração. Muito audível. Ah, o nome do grupo... não adivinharam? Chamam-se Cut Copy...

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segunda-feira, fevereiro 09, 2009

2008 Oracular Spectacular


Os MGMT (e explica-se já o nome - eram os "Management...) são uma das coqueluches do ano que passou, e sobretudo por dois temas, Electric Feel e Time to Pretend. São pelo que li basicamente dois rapazes do Connecticut que desceram a Brooklin e caíram nas graças dum produtor dos Flaming Lips, Dave Fridman. A música é efusiva até dizer chega e vive do triângulo Psicadélico-Glam-Madchester, ora numa canção mais uma coisa, ora noutra mais para outro lado. Claro que lembra algum Bowie, algum Marc Bolan, algum Happy Mondays, já disse. Não lembra tanto os Flaming Lips quanto isso. E é gira, funciona, resolve, acende. Há muito sol, e praias e gente a tirar a roupa nos vídeos. Vindo eles do Connecticut, compreende-se. A ouvir.

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2008 Fleet Foxes


Como criticar este que foi para muitos o disco do ano de 2008? Num texto acompanhante escrito assume-se que por Robin Pecknold, o compositor e vocalista da banda, a 1ª referência musical é dos Beach Boys, e não será por acaso. A referência seguinte a Kid A deve ser só para compor o ramalhete. E este disco soa muito a isso mesmo: "Beach Boys gone to the mountains with a mystic crisis", e estes rapazes são de Seattle, que é logo ali acima. As montanhas? The Rockys, claro. Música folk com umas pitadas de gospel e um cheirino de surf, este disco é um puro produto dos Obama-days que vivemos, na sua tentativa de re-fundação dum "genuine american sound", curiosamente "as white as can be"! Algumas canções são muito boas, parece, outras mais ou menos. Só daqui a anos se poderá dizer se é isto um clássico tão clássico com já o pintam. Curiosa a adesão europeia a este som "não-californiano".

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terça-feira, fevereiro 03, 2009

The Psychedelic Furs 1980


O disco de saída dos Psychedelic Furs sofre de alguma inconstância de produção, embora esta seja sobretudo de Steve Lillywhite. A música de Richard Butler é do seu tempo, as vocalizações lembram Bowie ou Bauhaus, o saxofone é a nota mais, algures entre os Madness e os Waterboys, portanto com ou sem sentido de humor. Atenção aos temas "Sister Europe" e "We Love You", premonitórios da futura veia pop do grupo. Como extra nesta reedição a versão de "Mack The Knife", lembro-me de a ter ouvido com o António Sérgio no Rolls Rock, cortante. Isto sim, era música.

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sábado, janeiro 17, 2009

2007 Disko Partisani


Shantel é um DJ alemão com origem na Bucovina, antiga região do império Austro-Húngaro agora dividida entrea Ucrânia e a Roménia, acho. E a sua música é... uma mistura de tudo o que seja balcânico preparado para a pista de dança. A secção de metais é um primor e embora este disco seja menos eclético do que o mundo Kusturica - é um disco mesmo só para a pista... - é por agora um vício. Ao vivo Shantel e cia deve mesmo ser imperdível.

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sexta-feira, setembro 26, 2008

1981 Discipline


Os King Crimson, grupo sinfónico atípico dos anos 70 liderado por Robert Fripp, reaparece em 81 com não só um novo line-up mas sobretudo uma nova sonoridade. Que não é tão nova assim, pois trata-se de um alinhar pelas novas correntes de inspiração africanae asiática que Brian Eno, Talking Heads, etc. estavam a oferecer ao mundo.
O som é violento q.b., preciso até ao detalhe, frenético. O sinfonismo espreita aqui e ali, em momentos de maior calmaria, e as frippertronics são afinal apenas um descendente muito especial de todas as guitarras sinfónicas tidas na década anterior. Mas, ó que especialidade, ó que distorção. Mais Adrian Belew. E curiosamente a batida africana, a bateria sobrenatural é fornecida por um ex-Yes, Bill Brufford! Quem diria!
Disco a ouvir e reouvir, sendo que alguns dos temas são hoje já clássicos, como "Thela Hun Ginjeet".

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domingo, setembro 21, 2008

BSS


"Mas é saudável ouvir um colectivo português participar, no momento exacto, nas transformações do mundo,..."
Assim se referia o "Ípsilon" anteontem ao novo disco e 1º LP dos Buraka Som Sistema, "Black Diamond".
Frases como esta são patetas. O êxito online e on the road "lá fora" não pode ser garantia de qualidade, tipo "eles lá fora não se enganam!"... O que não quer dizer que o disco não venha a ser bom... até pela muita participação do Kalaf... A ouvir que ainda não se ouviu.

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segunda-feira, julho 21, 2008

André Fernandes


Parece que "Cubo" foi dos discos de jazz mais importantes saídos em Portugal no ano passado. Não sabia, mea culpa.
O guitarrista e líder do quarteto observado em Serralves este sábado tem 32 anos e este é o seu segundo disco.
Pareceu-me bastante bom. Os outros elementos do grupo também ajudaram, nomeadamente o Frazão e o Laginha.
Disco de primazia à guitarra de jazz, para mim na sequência de outro disco onde a guitarra jazz também é muito importante, o último Carlos Bica. Esta, a de André Fernandes mais nervosa, mais complicada. Nem todos os temas me pareceram 100º oleados, há que ouvir o trabalho de estúdio.

PS.: o comportamento do público é inenarrável. Em vez de fazerem o favor de ir assistir e depois comentarem compras, cornos e dores inguinais - e não deixarem ouvir quem quer ouvir - porque não fazem o favor de ficar em casa?

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domingo, julho 20, 2008

Alexandre Frazão


Fui ver ao Jazz no Parque - Serralves - o Quarteto de André Fernandes, e foi uma experiência atribulada.
Antes do mais porém só queria celebrar uma coisa - o prazer de ver tocar o baterista André Frazão, brasileiro nascido em Niterói, cidade-espelho do Rio e a viver em Portugal desde 1987. É fantástico! Effortlessly, ele toca tudo desde o mais suave ao mais agreste, em todos os tempos, em todos os ritmos. Uma âncora musical! Uma inspiração! Deve ser óptimo poder contar com ele em qualquer agrupamento de jazz, por ex. este.

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quinta-feira, julho 17, 2008

1976 Coisas do Arco da Velha


Por muito que falem deste disco perdido ou daqueloutro não editado, "Coisas do Arco da Velha" é a OBRA-PRIMA da Banda do Casaco, essa coisa em forma de música que os "manos" António Avelar Pinho e Nuno Rodrigues inventaram no início dos setenta e a que as cordas de Celso de Carvalho e Carlos Zíngaro deram um som inconfundível, entre outras coisas, instrumentos e não só. Folk-prog-rock? 'Te foder, a Banda do Casaco neste disco é para ouvir, não definir e mais nada. Um dos dez discos mais importantes da música do quadrilátero em 1975-2000, com certeza.

"Morgadinha quem te disse a ti
Que a tua terra era um jardim
Cheirando a erva e alecrim?

Enganou-te
Trocou-te a gramática
Virou-te a fonética
Que a tua terra
Não cheira assim"

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sábado, julho 05, 2008

3 Feet High & Rising 1989


Os De La Soul, trio de hip hop de Amityville, Long Island, estourou o ano de 1989 com este clássico dos clássicos, um OVNI de rap e desconcerto, pois não se usavam palavras feias mas sim tudo o resto - sampling desde Johnny Cash até ao vizinho do lado, por assim dizer. Escreveu-se que se os Public Enemy foram o punk do rap, os DeLa Soul foram a new wave - sim e não. Vejamos o texto posto numa das músicas:
"Ghetto gained a ghetto name from ghetto ways/Now there must be ghetto gangs and ghetto play/If ghetto thing can have its way and get arranged/Then there must be some ghetto love and ghetto change"
Produção de Prince Paul, famoso a partir daqui, disco dançável até mais não, ouvi "Eye Know" numa jukebox em Londres com a namorada de então, o facto de não ter resultado não ilude que é uma das melhores canções para lhe trautear(es), eu acho. Um must!

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quarta-feira, junho 04, 2008

Futurismo 2007



Na etiqueta Luaka Bop o produtor Kassin edita o disco Futurismo com (+2...) a ajuda de Domenico (bastante) e Moreno Veloso (um pouquinho). Este colectivo Kassin+2 mostra na prática o que pode ser uma boa "cruzeta" entre um trabalho de produção século XXI - onde já ouvimos tudo, já sabemos tudo, e gostamos de tudo "o que é bom" indistintamente - e a tradição samba/bossa nova brasileira. No geral este disco provoca o estímulo e o agrado que por exemplo está ausente do último Calcanhotto. Disco de produtor onde o capricho "controlado" abunda, ora temos violão ora vocoder, ora "technô", ora umas guitarras esgalhadas como NY manda. Uma meia dúzia de canções são para ficar, o que nos tempos que correm...

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quarta-feira, abril 23, 2008

Claremont56 2007


Na sequência dos títulos de CD's com números, este de Mudd, aka Paul Murphy, ex-Akwaaba (anos 90) e não o PaulMurphy já citado neste blog pelo The Trip. Diziam que a IDM estava morta? Não. Disco implacável, na qualidade, nas opções sonoras, nas áreas escolhidas. Dizer nu disco é verdadeiramente muito pouco.

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Fabric36 2007



Pelo DJ germano/chileno Ricardo Villalobos, é microhouse with a bit of african funk, ou Herbert with less pop e sem cronómetro. Há que dar-lhe tempo e ouvir com atenção, e não esperar muita dança: chill! Ketamine house? É pá, não sabem o que mais tomar, a ketamina dá-se aos porcos na cirurgia experimental, sabiam? Grande disco.

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