quarta-feira, novembro 22, 2006

Ferramulín


Fica este recanto de judas na vertente sudeste do Courel quando, depois de lhe darmos a volta e começarmos a descer para sul, nos negamos a entrar na província de Leon e sair da Galiza, e viramos para A Seara. 200 metros e é Ferramulín.
Outro nome de terra ferruginosa, onde já houve minas e fundição.
Ao contrário de Seceda, ou de A Seara, os dinheiros da Xunta não se notam. A aldeia não está completamente abandonada, mas há muita casa fantástica a cair. Um rio existe que divide a aldeia em um bairro já transformado, incaracterístico, onde vive alguma gente menos velha. Para sul do rio e do moinho que aparece sempre nos folhetos (em ruínas), só casas de xisto da mais pura arquitectura do Courel, umas mais degradadas do que outras. E um casal de (muito) velhos. "Esta casa por dentro fixeran-na os portugueses. Traballaban moi ben i barato.. fai moito ano..."
Misturámo-nos com as gentes, vimos a recolha dos animais. Aqui e ali, alguém compra uma ou outra casa para 2ª habitação. "A casa é moi bonita pero xove dentro como na rúa. É preciso alousá-la..." Peço desculpa pelo mau galego. Em terras de xisto, alousar é dar telhado a uma casa.

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